sexta-feira, 29 de junho de 2012

PLANEJAMENTO PEDAGÓGICO

O estudo das diferentes pedagogias constata a existência de um
conjunto de influências teórico-metodológicas permeando a construção das
propostas curriculares, ao longo da história da escola.
Conforme Libâneo (2002), estas tendências pedagógicas, que se têm
estabelecido nas escolas através das ações educativas dos professores,
classificam-se em pedagogia liberal e pedagogia progressista.
Nas pedagogias liberais, a escola é tida como instrumento de
preparação dos indivíduos para a sociedade. Nesse grupo, encontram-se a
tendência tradicional, a tendência renovada progressivista, a tendência
renovada não-diretiva e a tendência tecnicista.
Na tendência tradicional, o professor era o total responsável pelo
planejamento, não considerando nem os interesses nem as necessidades da
criança, consolidando-se uma prática pedagógica voltada para a construção da
moralidade, para o cuidado com a higiene e para o treinamento de habilidades,
através das Unidades Didáticas.
A tendência progressivista contemplava: a globalização, o interesse e a
participação dos alunos, onde os conteúdos escolares foram organizados em
torno de um Centro de Interesse.
Na tendência renovada não-diretiva, a escola era responsável pela
formação de atitudes no indivíduo, onde a educação estava centrada no aluno.
Este buscava por si mesmo os conhecimentos.
Já no enfoque educacional tecnicista, o planejamento didático era formal
e previamente elaborado, introduzindo no ensino uma pedagogia
comportamental. Visando a aquisição de habilidades, atitudes e técnicas
específicas.
Dentro das pedagogias progressistas, que fomentava a transformação
da sociedade através da análise crítica da realidade, destacaram-se a
tendência libertadora, a tendência libertária e a tendência crítico social dos
conteúdos.
A tendência libertadora ou método de Paulo Freire abordou os Temas
Geradores como forma de planejamento. Com concepções epistemológicas
semelhantes ao planejamento por temas geradores, encontram-se outras
formas de definir o currículo, difundidos como Rede Temática ou Complexo
Temático. Tais definições partem do levantamento da realidade local, onde a
escola está inserida.
Outra tendência progressista que partia da análise crítica da realidade
social era a escola libertária, a qual se inseria num projeto de modificação da
sociedade, como instrumento de resistência contra a burocracia. Os conteúdos
eram colocados à disposição do aluno, mas não era exigido, sendo o principal
conhecimento adquirido aquele resultante das experiências grupais
desenvolvidos pelos alunos através da auto-gestão.

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