As mudanças ocorridas recentemente em nossa sociedade, com as
mulheres cada vez mais inseridas no mercado de trabalho, alteraram de
modo significativo a forma como as crianças têm vivido a sua infância –
hoje, é freqüente a entrada cada vez mais cedo na vida escolar.
Por outro lado, recentes pesquisas na área de educação e psicologia
têm apontado, de modo veemente, a importância dos anos iniciais de vida
na formação do ser humano. De certo modo, já é consenso a noção de que
os anos iniciais da vida afetam o desenvolvimento cognitivo, afetivo,
social e até físico da criança. Além disso, também sabemos que
freqüentar boas escolas de educação infantil colabora de maneira
positiva para o aproveitamento dos anos subseqüentes da vida escolar.
Todas essas conclusões apontam para a importância de uma educação
infantil de qualidade.
Se a educação infantil está no centro dessas alterações, também ela
precisou repensar o seu papel frente a tais questões, expandindo seu
conceito de trabalho com crianças pequenas. Para além do cuidado,
essencial nessa faixa etária, e das atividades motoras, outrora vistas
como foco principal da educação infantil, a escola, desde os seus
primeiros anos, deve ser um espaço em que a criança possa ser inserida
na cultura em que vive, por intermédio das brincadeiras, cantigas,
histórias e de todos os outros bens
socioculturais disponíveis.
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