No Brasil, a ideia de um currículo para a Educação Infantil nem sempre
foi aceita. O termo, porém, ganhou força na última década, quando passou
a ser de fato compreendido como um conjunto de práticas
intencionalmente planejadas e avaliadas - um projeto pedagógico que
busca articular experiências e saberes da criança para inseri-la na
cultura, capaz de prepará-la para encarar o Ensino Fundamental da melhor
maneira possível.
Para Jean Piaget,
o sujeito constroi seu próprio conhecimento, processo que se dá a
partir da interação com os outros e com o mundo dos objetos e das
ideias. Por isso, o currículo da creche deve apontar quais experiências
de aprendizagem são fundamentais para o desenvolvimento da criança,
levando-se em conta as principais conquistas deste período, como a
marcha, a linguagem, a formação do pensamento simbólico e a
sociabilidade. É este projeto pedagógico que vai orientar as ações e
definir os parâmetros de desenvolvimento dos meninos e meninas.
Em 1998, o Ministério da Educação (MEC) publicou o Referencial
Curricular Nacional para a Educação Infantil, documento que aponta metas
de qualidade para garantir o desenvolvimento das crianças na creche e
na pré-escola. Mas a elaboração de propostas curriculares municipais é
bem mais recente.
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