A idéia de que o mundo está pronto e de que nele
reside a reserva de conhecimento (igualmente pronto) que precisamos
adquirir construiu e manteve, durante séculos, uma escola totalmente
adaptada a esse modelo. Descrever o mundo, seus fenômenos e processos e
caracterizar os métodos e técnicas de intervenção nesse mundo sempre foi
o principal papel da escola. Tudo sempre esteve muito bem
"arrumadinho": professor ensina algo inquestionável, aluno aprende e
reproduz exatamente como aprendeu e todos são felizes para sempre, como
nos contos de fada. Esse conto, porém, continua e depois do "final
feliz", tem início um período sombrio, recheado de incertezas, novos
paradigmas e impulsionado pela mudança cada vez mais intensa e
freqüente.
A concepção socioconstrutivista de conhecimento
instalou o pânico nas salas de aula. Como abrir mão de um referencial de
conhecimento enquanto poder e desconstruir toda uma perspectiva de
objetividade? Como deixar de ser um bom professor porque sabe o conteúdo
e passar a ser um bom professor porque sabe facilitar a aprendizagem?
Como aprender uma postura transcultural, fenomenológica e dialógica
diante do aluno? Como conjugar na prática o verbo interagir? Essas
questões estão na base da construção do real papel do professor diante
de uma aprendizagem significativa.
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